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sexta-feira, junho 24, 2022

ELVIRA SOUZA LIMA - BULLYING: UMA ANÁLISE SOCIOANTROPOLÓGICA INTEGRADA AO FUNCIONAMENTO BIOLÓGICO e CULTURAL DO CÉREBRO

 


ELVIRA SOUZA LIMA 


BULLYING: UMA ANÁLISE SOCIOANTROPOLÓGICA INTEGRADA 
AO FUNCIONAMENTO BIOLÓGICO e CULTURAL DO CÉREBRO



Neste Encontro vamos analisar as origens do bullying e as características de um comportamento difícil de modificar. Bullying é um processo de raízes culturais. Daí a necessidade de compreensão em um espectro amplo de fatores. Bullying é um processo que forma memórias moduladas pela emoção, daí a persistência dos episódios. É possível modificar comportamentos de bullying pela abordagem de cunho sociológico.







sábado, setembro 19, 2020

Seminário de Produção Cultural Yluaê Odara - Sábado 19 de Setembro – 16 horas

 


O Grupo Entrou Por Uma Porta, através do Edital Cultura nas Redes – Secec- RJ, convida para o Seminário de Produção Cultural Yluaê Odara, visa a construção de núcleo de estudo de cultura e produção cultural virtualmente ( educação a Distancia).Neste estaremos oferecendo um amplo painel de atividades inter-relacionadas com um objetivo dialogar sobre a produção cultural com enfase no audiovisual e cultura de periferia.
 
A integração dos saberes: arte, sociedade, tecnologia e educação em uma experiencia criativa de uma nova humanidade 4.0, que utiliza a intensa disseminação das tecnologias digitais e da internet 4.0, na qual se integram os ambientes virtuais de aprendizagem 4.0, além de recursos tais como wikis, blogs, twiters, soluções que admitem tanto a escrita individual quanto a colaborativa.
 
Sábado 19 de Setembro – 16 horas
 
As Narrativas e o Audiovisual uma construção de Ideias
 
Elvira Souza Lima
Clarice Campos
Sandro Lopes
 
Publicação:

quinta-feira, agosto 06, 2020

Elvira Souza Lima CULTURA DA ESCOLA e CULTURA DA FAMÍLIA : reflexões em situação de pandemia


Elvira Souza Lima

CULTURA DA ESCOLA e CULTURA DA FAMÍLIA :

reflexões em situação de pandemia

"Nesse momento de grande movimentação em relação a ensino remoto, ensino presencial e ensino à distância, torna-se indispensável discutir e refletir sobre a questão da cultura na educação. Este é um tema ainda pouco discutido e, no entanto, nós precisamos entender melhor o significado do fato da família e da escola serem espaços de cultura, instituições que tem como base a cultura e que são socialmente definidas como espaços de interação entre os seres humanos, os quais assumem nelas papéis historicamente constituídos"

Elvira Souza Lima 

CADERNOS DO CEPAOS 

Agosto 2020

ISSN 2447-889X

Centro de Estudos e Pesquisas Armando de Oliveira Souza









sexta-feira, abril 03, 2020

CÉREBRO EM TEMPOS DE QUARENTENA - ELVIRA SOUZA LIMA

Elvira Souza Lima


Como fica o cérebro nesta situação da quarentena do coronavírus?

O primeiro ponto a considerar, muito importante, é que a pandemia provocou uma ruptura. Muito rapidamente o contexto de vida, interações, rotina e expectativas do futuro imediato foram alterados bruscamente por uma situação nova e desconhecida para a qual a nossa memória não oferece acervos para responder.

Nós compreendemos as coisas e tomamos decisões com a participação de nossas memórias e de nossas emoções. A dificuldade no momento atual, com a pandemia, é que nunca passamos por algo semelhante. As rotinas que regulam nossa vida (família, trabalho, lazer, escola), as prioridades que estabelecemos são apoiadas no script/roteiro do nosso dia a dia e foram, repentinamente, solapadas  e terão que ser constituídas em outros termos.

No cérebro acontece uma descontinuidade química e surge a necessidade de estabelecer outras redes neuronais que deem sustentação à ação.

A reorganização no funcionamento cerebral não é instantânea, não depende somente da vontade ou deliberação. Demanda tempo.

Nós não mudamos de um momento para outro, é sempre um processo de adaptação e modificação, com avanços e retrocessos, processo este que vai definindo o percurso para formar comportamentos necessários para reagir a uma situação nova.

Um aspecto importante é que, no cérebro, haverá uma mobilização do sistema emocional de tal forma que muitas emoções emergirão. Medo é uma delas: medo do novo, medo de ser infectado, medo de que pessoas queridas o sejam e não resistam. Incerteza é outra consequência: não temos indicadores de evolução e possível término desta nova situação, pois não se sabe muito sobre o vírus e sobre as consequências. Incerteza gera insegurança. No cérebro, estes sentimentos acontecem com químicas que são liberadas em situação de estresse e que afetam bastante o estado de espírito e o humor. Então é um momento que precisamos, com certeza, buscar  um equilíbrio com a liberação de químicas que concorrem para o bem estar.

Como fazer para equilibrar ?  Algumas providências simples ajudam. Vejamos:

O cérebro precisa de pausas. Isto significa que precisa de sono, então uma das vertentes principais deste novo momento em que estamos todos imersos é garantir o sono, preservando os olhos da luz das telas de celular  e computador pelo menos uma hora antes de dormir.

O cérebro precisa de pequenos períodos de repouso, 10 a 15 minutos duas a quatro vezes por dia, ao menos.

O cérebro precisa de oxigênio, então práticas de respiração lenta e profunda contribuem bastante, assim como meditação e yoga. Exercícios físicos, que podem ser acompanhados por música, são igualmente importantes, por liberarem químicas que produzem bem estar. 

O cérebro precisa ser “alimentado” pela vivência e práticas culturais que promovem a liberação de químicas positivas, ou seja, aquelas que nos fazem sentir bem.

Nesta situação de ruptura, em que há uma demanda do pensamento crítico e da criatividade para ajudar nosso pensamento, podemos e devemos recorrer às artes.

Das formas de arte, a música é a mais pesquisada pela neurociência. Temos um cérebro musical, ou seja, um cérebro que responde geneticamente à música e por ela é transformado. Todos cantamos, sem precisar estudar música, tanto a escuta como a produção de melodia com nossa voz é uma  característica da espécie, que se manifesta muito cedo no bebê e permanece em todos os períodos de desenvolvimento. A música atua diretamente no sistema emocional, promove o contágio entre as pessoas, sendo assim, também, um fator importante nas interações interpessoais na situação de quarentena.

Ouvir música, assistir a espetáculos musicais na internet, cantar, tocar um instrumento caso se tenha estudado música, dançar (que integra música ao movimento) devem integrar a rotina diária.
Outra atividade das artes cujo impacto no cérebro já tem sido pesquisado é a literatura. São inúmeros os benefícios da leitura de obras de qualidade, mesmo que poucas páginas por dia. A poesia tem um efeito positivo no funcionamento do cérebro, muito além do que livros de autoajuda.

Então este é um momento oportuno para trazer a literatura para o cotidiano, tanto a leitura feita individualmente, como em atividades coletivas em casa. Também podemos criar grupos online voltados para leitura e conversas sobre obras literárias.

É uma ruptura, estamos vivendo uma ruptura, que, dialeticamente,  constitui uma possibilidade de criação de estratégias de humanização. E isto fazemos, também, com diálogos.

sábado, novembro 08, 2014

ELVIRA SOUZA LIMA - A TELA E O DESENVOLVIMENTO HUMANO : como a tecnologia e outros produtos culturais impactam o cérebro



A tela e o desenvolvimento humano 
Como a tecnologia e outros produtos culturais impactam o cérebro

por Elvira Souza Lima


Que impacto tem o computador e outros artefatos tecnológicos no desenvolvimento e na formação humana? São centenas as pesquisa sobre a interação homem e tecnologia. Uma temática muito pesquisada é a interação com os equipamentos tecnológicos com tela. A exposição à tela iluminada (TV, computador, celular, ipad, etc), segundo vários pesquisadores, pode impactar negativamente o desenvolvimento humano. Tanto é que a Associação Nacional de Pediatria dos Estados Unidos recomenda que crianças até dois anos não sejam expostas à tela.

Razão: a tela plana interfere no desenvolvimento da visão que acontece ao longo dos dois primeiros anos de vida. Um outro motivo: a limitação que o uso dos equipamentos tecnológicos acabam por acarretar no desenvolvimento da criança, pelo fato de que, frente à televisão ou computador, ela não realiza outras atividades básicas que garantem a formação de memórias a partir das experiências com os outros sentidos e dos movimentos do corpo no espaço. Além, naturalmente, de experiência com os objetos e pessoas do mundo real.

Há muito que pesquisar sobre o uso da tecnologia, porém é sempre bom lembrar que todo e qualquer equipamento tecnológico faz parte da cultura humana e que o cérebro se desenvolve em função da cultura. O desenvolvimento do cérebro é de natureza biológica e cultural. O cérebro se forma, se desenvolve e amadurece com base na genética da espécie e pelas experiências de vida de cada um.

leia o texto completo em CARTA NA ESCOLA / Carta Capital
http://www.cartanaescola.com.br/single/show/458


sexta-feira, julho 11, 2014

sexta-feira, dezembro 02, 2011

A criança e a cultura

Entrevista de Elvira Souza Lima para a jornalista Michela de Paulo.

- Em entrevista concedida à REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 147, a sra. afima que atualmente, com relação a educação infantil, a “criança está empobrecida”. A sra acha que a criança também está empobrecida com relação a educação cultural infantil?

Elvira Souza Lima -A criança se empobrece quando ela não encontra condições ou possibilidades de realizar a apropriação da herança cultural que passa de uma geração a outra. Em um mundo em que a aceleração no tempo acaba por inibir ou diminuir práticas humanas fundamentais, a criança pode, muitas vezes, não ter nem o tempo necessário para realizar as práticas da infância necessárias para o seu desenvolvimento.

- O que a sra. quer dizer quando afirma em suas entrevistas que a “criança é um ser de cultura”?

ESL - As pesquisas sobre o desenvolvimento infantil mais recentes, assim como o conhecimento acumulado pela antropologia, revelam que o bebê ao nascer já inicia seu caminho para estabelecer contato com os outros seres humanos e com eles aprender as formas de relacionamento, de expressão das emoções, posturas e gestos, enfim cada bebê em sua cultura vai assumir os comportamentos culturais de seu grupo.

A criança é assim, desde seus primeiros meses de vida, uma pessoa que se constitui como ser de cultura, da cultura em que nasceu. Ao longo da infância , a criança prossegue nesta formação cultural, que é responsável pela identidade e pelo sentimento de pertencimento a um grupo.

- A cultura é sempre ensinada às crianças pelos adultos ou ela pode se desenvolver naturalmente?

ESL - A cultura está no contexto, então, muita coisa a criança aprende através de sua vivÊncia sem depender de um ensino intencional. Por outro lado, os adultos que a rodeiam podem e devem ensinar intencionalmente para a criança. Porém tão importante quanto ensinar, é propiciar vivências culturais. Isto significa levar a criança a espaços públicos onde ocorram eventos, como festas juninas, festivais, contação de histórias, contar experiências próprias de sua infância para a criança, trazer os costumes da família. Cabe ao adulto reduzir o tempo de exposição à televisão e equilibrar com experiências reais do cotidiano.

- A criança pode aprender cultura antes mesmo de começar a escrever? Como?

ESL - A cultura humana tem várias dimensões, a grande parte dela não depende da criança saber escrever. Brincadeiras infantis, as comemorações folclóricas, a música, a interação simbólica, a expressão das emoções são algumas destas dimensões. A cultura letrada, aquela que envolve a escrita depende da aprendizagem da leitura e da escrita. Porém, antes disso podemos desenvolver esta dimensão cultural expondo a criança à leitura de histórias, contação de história dramatizada, teatro.

- E as crianças que não podem ler ou escrever, por limitações físicas e/ou mentais, também podem ter acesso à educação cultural? Como?

ESL - Claro! A formação cultural passa pelos 5 sentidos e pelo movimento. O fato de uma criança ter impedimentos de alguma ordem não impede absolutamente que ela participe da vida de cultura. A cultura, na verdade, forma o cérebro humano, ou seja, o desenvolvimento do cérebro é função da biologia e da cultura. Esta é uma das grandes contribuições da neurociência: ter evidenciado que a vivência cultural transforma o próprio cérebro. Neste sentido podemos dizer que as crianças que têm impedimentos em seu desenvolvimento beneficiam enormemente da cultura.

- Qual o papel da imaginação na educação cultural?

ESL - Imaginação é fundamental, é o elemento chave para a formação da pessoa, A educação cultural existe porque o ser humano é capaz de imaginar, é capaz de se deslocar do que sua percepção traz para ele e inventar outras situações, outras imagens, além da própria percepção. A educação cultural promove a formação de imagens internas, de cenários, narrativas que a pessoa cria em sua mente. É uma das capacidades mais extraordinária da espécie humana, que encontra na infância seu período fértil para o desenvolvimento, fornecendo bases para criações e aprendizagens na vida adulta.

- O que os pais devem fazer para que seus filhos tenham um amplo conhecimento cultural? É necessário sempre realizar diversas atividades, como levá-los ao teatro, museus, oficinas?

ESL - Sim, mas também levar às celebrações da cultura popular, trazer a experiência musical para o cotidiano, estimular o canto e/ou a aprendizagem de um instrumento, trazer para a criança vários gêneros musicais.

- Qual a diferença do papel dos pais e dos professores, na educação cultural das crianças?

ESL - A escola tem a função de oferecer aos alunos as aprendizagens que não podem se realizar na vida cotidiana. A escola deve ter, então, um currículo em que a cultura seja trazida para a criança em suas manifestações que não acontecem na vida cotidiana da criança. Como o nosso país é vasto, tem uma cultura riquíssima e variada, desconhecida de uma região a outra, um dos papeis principais da escola é familiarizar a criança com as manifestações culturais da cada canto do país, com os artistas, com as formas de teatro, enfim, com a diversidade que constitui nosso país. Tem também o papel de trazer elementos da cultura universal, como literatura, por exemplo.

- A coleção de DVDs, lançada pela sra. é destinada somente aos professores? Como é possível adquiri-los?

ESL - Ler se aprende com cultura é uma série de 5 dvds, acompanhados cada um de uma publicação que tem vários componentes. O filme é destinado para qualquer idade. O filme comentado, é dirigido a pais e professores. Tem vários extras que são destinados, também, a adultos que se ocupam da criança. É um produto para família também, não somente para professores.

Dois dos DVDs apresentam contação de história: Historias da Natureza e A árvore que mudou de lugar. Cada um deles vem acompanhado de um livro que a própria criança irá ilustrar. O objetivo é levá-la a criar o cenário e os personagens, exercitando, assim, sua imaginação. São conteúdos que tratam também de valores humanos, como tolerância e solidariedade. Esta coleção foi selecionada para o Guia de Tecnologias Educacionais do MEC. Os DVDs podem ser adquridos na Inter Alia Educação e Cultura. Veja os DVDs no Canal da Editora Inter Alia no YouTube.

informações e pedidos: livros@editorainteralia.com

tel: 11 5083 6043 (São Paulo)


sábado, junho 19, 2010

Le développement culturel des enfants par l'expérience esthétique


Elvira Souza Lima - Le développement culturel
des enfants par l'expérience esthétique


publicado em:

Langages et cultures des enfants de la rue
sous la direction de Stéphane Tessier
Editeur : Karthala (1995)
Collection : Questions d'Enfance



leia aqui